sábado, maio 2

Estudar fora? A minha história! | ANTES DE IR


Quem disse que a vida de estudante universitário era fácil estava muito enganado. Levantar cedo, trabalhos de grupo, apresentações, exames muito dolorosos que geram muita ansiedade, uma grande lista de cadeiras, apontamentos de quase 60 páginas, competitividade em geral, etc. São realmente muitas coisas ao mesmo tempo e temos de estar sempre a par de tudo. No entanto, quando a Licenciatura acaba, pensa-se: continuo ou não?
Bom, eu vou-vos falar acerca da minha história. Eu estou a acabar a Licenciatura em Psicologia e, por isso, para poder exercer uma actividade como psicóloga, tenho mesmo de ter o Mestrado no meu currículo. No entanto, e porque percebi que há coisas tão mais importantes como estar ao lado de quem amamos, decidi que não iria fazer a minha formação toda em Portugal quando tenho um mundo inteiro para descobrir. Não me fazia qualquer sentido ficar num país que não me entusiasma profissionalmente e sabendo que o mestrado normalmente nos introduz ao mercado de trabalho, gostei mais da ideia de ir para fora do que ficar aqui.
E perguntam vocês: como? O processo é longo, essa é a primeira coisa a saber. Quando andava no 2.º Ano da Licenciatura, comecei a pesquisar mestrados na Holanda, porque foi o país que me acolheu e é feito de gente feliz e descomplicada. Até descobrir um mestrado que me agradasse demorou algum tempo. Fui contactando várias universidades (Amesterdão, Roterdão, Utrecht, Maastricht...) e até hoje tenho mais de 100 mails enviados para a minha querida Tessa da Erasmus University Rotterdam. Foi essa mesma que escolhi e tenho mantendo o contacto desde então. Escolhi pelo bom mestrado que tem e também pela óptima localização. Depois, foi esperar para que me pudesse inscrever.
As condições de acesso são sempre algo a considerar. A maior parte dos mestrados lá fora requerem um teste de inglês, como o TOEFL ou o IELTS, que foi o que fiz e o que recomendo. É um teste fácil para quem consegue ter uma conversa básica em inglês por isso não tenham medo. Sempre podem frequentar alguns cursos que o British Council dispõe para irem melhor preparados. Outras coisas que costumam pedir é o vosso currículo, cartas de recomendação (que pedem a um professor) e motivação, a vossa experiência na universidade relativamente a formação específica, alguns até requerem entrevistas. Mas não se assustem! Se realmente quiserem, de certeza que irão conseguir.
Depois de terem tudo o que precisam, é só inscreverem-se e esperarem pelo resultado como eu fiz! Não tenham medo. Eu fiz tudo sempre com duas vozinhas de cada lado, uma a dizer-me que iria conseguir e outra a pensar que seria só um sonho. Não foi! É mesmo a realidade. Para além disto, podem sempre tentar concorrer a bolsas para ajudar nos custos. Estudar fora também nem sempre é tão caro como podem imaginar.
Uma das dicas que vos dou é tenham em conta sempre a Universidade, o país que escolhem consoante a área que querem, os quartos que irão alugar caso não tenham nenhum familiar naquele país, o clima, a linguagem, as pessoas… Tudo! Nunca tenham medo de contactar a Universidade que querem porque eles são os que melhor vos podem ajudar.
Deixo-vos alguns websites que podem ser úteis para quem anda a pensar neste assunto e... Boa sorte!
Requisitos para admissão (Exemplo)